Danielle Winits no lançamento da Dolce by Noah
20 de Dezembro, 2008
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A atriz Danielle Winits esteve esta semana na loja Petit-Pavé com o marido Cássio Reis para o lançamento da coleção Dolce Abbraccio by Noah inspirada no filho do casal, Noah. Entre brigadeiros e pipocas entrevistamos a atriz que falou sobre a gravidez, a coleção e sobre o aniversário de seu pimpolho Noah.
Como a maternidade transformou sua vida?
Transformar é uma palavra forte. Você pode transformar tanto para o lado bom quanto para o lado ruim. Na verdade ela somou na minha vida. Ela trouxe à tona sentimentos adormecidos. Antes de ter um filho você não tem noção do que é o sentimento de ter um filho, do que isso significa. Resumindo é isso: trazer à tona sentimentos nunca antes sentidos.
E como é a mamãe Danielle?
Eu sou muito criança. Eu estou aprendendo a estabelecer uma relação mais maternal no sentido de ter que falar o não, de ter que dar a voz de comando. Eu ainda estou naquela fase de brincar junto com ele, bem criança. Mas acho que isso é bom, de não perder esse lado criança, que no fundo, todo mundo tem. Mas a maternidade traz isso de novo, te renova nesse sentido, traz esse lado mais infantil de volta.
De onde veio o nome noah?
Eu já tinha ouvido falar há algum tempo, e tinha deixado ele guardado comigo. Eu achava um nome bonito, sonoro, e quando eu e o Cássio fomos discutir sobre o nome do bebê e ele também achou lindo. Depois é que descobrimos o verdadeiro significado que é Noah, em inglês, que em hebraico significa paz e plenitude.
Como surgiu a idéia de criar uma linha inspirada no seu filhote noah?
A gente conheceu a Dolce Abbraccio, que é a marca que fabrica, quando eles nos mandaram a coleção inteira de roupinhas antes do Noah nascer, e ficamos encantados com o trabalho deles. Depois que o Noah nasceu nós começamos a ter mais contato com instituições carentes, e uma delas foi a Romão Duarte. Esse contato maior nos levou a pensar o que poderíamos fazer além de visitar essas crianças, como podíamos contribuir de uma forma mais efetiva. Daí surgiu a idéia de montar algo e reverter uma parte da renda para a Fundação. Pensamos em envolver o Noah nisso também. Discutindo sobre o assunto Cássio e eu pensamos em fazer algo com a Dolce Abbraccio. A gente apresentou o projeto, eles abraçaram de primeira, ficaram tão encantados quanto nós. Essa parceira tem um estímulo que não é financeiro, afinal nós temos uma profissão. A intenção é que cada vez mais vender, para podermos reverter isso para Fundação. E a intenção é que não fique só na Romão Duarte. Nós começamos lá porque somos voluntários, mais contamos com uma expansão e possa ajudar outras instituições.
Você participa do processo criativo das peças?
A gente participa, estamos sempre mandando idéias para eles transformarem na roupa em si. Nós somos bem ativos nesse sentido. A gente adora esse lado da criação.
Você sempre teve um ligação com a moda?
Sempre, a minha mãe já teve uma confecção. O Cássio tem uma marca de camiseta, e deixou um pouco de lado pra nos dedicarmos ao Noah. Nós gostamos muito, buscamos na internet, desenhamos juntos as idéias e mandamos para a Dolce Abbraccio que é de um bom gosto incrível.
Diga um conselho que você ouviu durante a gestação e deu certo?
Conselhos que não deram certo eu posso falar um monte… (risos) As pessoas têm uma idéia da gravidez completamente deturpada. Teve gente que disse que se eu fizesse 5 refeições por dia eu não ia mais voltar a ter meu corpo de antes. Eu fiz 5 refeições durante toda a gravidez e engordei somente 11 kgs. Também teve gente que disse que era pra eu aproveitar a gravidez pra poder comer o que eu tivesse afim, mas não condiz com a minha filosofia de vida. Não faz minha cabeça comer porcaria. Mas o conselho mais certo de todos com certeza foi: “se prepara que você vai ter o momento mais especial da sua vida!”.
O que você fez para recuperar a forma física tão rápido?
Fechei a boca! A amamentação foi fundamental, é praticamente um exercício. Mas eu regulei a minha alimentação, voltei a fazer exercícios, lógico que nada de muito extraordinário porque eu também não quis sair do meu universo maternal pra virar uma super malhadora, porque tinha engordado, não encanei com isso.
Em entrevista recente você afirmou que quer adotar uma criança. Como está este processo?
A gente quer ter outro, e também temos a pretensão de adotar… Vamos ver o que Deus vai mandar. Isso é uma coisa que vai acontecer naturalmente.
Noah vai completar um ano dia 19 de dezembro. Como será a festa?
Nós iremos fazer lá na Fundação Romão Duarte, onde também foi o meu chá de bebê, vamos fazer uma festa para as crianças de lá. Nós prometemos pra eles que o primeiro aninho do Noah ia ser lá, eles têm um salão de festas lindo, vai ser uma graça!
Noah também vai crescer, a coleção vai crescer junto?
Sabe que nós nem pensamos nisso? Quer dizer o Cássio já pensou, se a pessoas quiserem que acompanhe, com certeza vai continuar conforme o Noah for crescendo. Mas a linha feminina será lançado no próxima verão.
Florianópolis é a segunda capital a ter o lançamento da coleção Noah. Por quê?
Primeiro que a gente ficou encantando com a loja, tem toda a cara da nossa marca. Tem exatamente o espírito sofisticado, mas ao mesmo tempo pueril. É o principal pra nós estarmos atrelando o nosso nome, tem tudo isso, e os donos são incríveis, são pessoas maravilhosas.
A empresária Carla Seeman proprietária da loja infantil Petit-Pavé, faz a festa para celebrar mais uma grande parceria. No próximo dia 16 de dezembro, a partir das 17h, clientes e convidados especiais poderão conferir de perto a coleção verão 2009 da grife Dolce by Noah, inspirada em Noah Winits Reis, filho da atriz Danielle Winits com o ator Cássio Reis com a presença do casal.
A linha de roupas Dolce by Noah prioriza o conforto sem deixar de lado o estilo e o bom gosto. A coleção tem peças feitas em tricô, algodão orgânico e suedine; e veste exclusivamente meninos de 0 a 2 anos, já que Noah é a fonte de inspiração da linha. Parte das vendas da marca é revertida para o educandário Romão Duarte, que abriga cerca de 300 crianças carentes, no Rio de Janeiro.
No período de gravidez, a marca paulista Dolce Abraccio presentou Danielle com várias roupinhas da sua coleção, inclusive foi da marca a primeira roupa que Noah vestiu após o nascimento. O encantamento foi imediato e a atriz que sempre teve vontade de fazer algo relacionado à moda, resolveu investir na parceria.
Sempre apostando em roupas infantis originais, exclusivas e que levam a assinatura de grandes nomes da moda nacional, Carla Seemann, propõe um evento alegre e irreverente para comemorar a nova conquista. “Como estamos perto do natal vamos fazer uma festa com temas natalinos, muitas balas, doces e guloseimas. Teremos também uma sessão de cinema para divertir pais e filhos e uma surpresa especial”, ressalta a empresária.
A empresária Carla Seemann e a atriz Danielle Winits acabam de fechar o lançamento da Dolce by Noah, grife infantil inspirada em Noah Winits Reis, filho da atriz com Cássio Reis. A linha de roupas para bebês de 0 a 2 anos é uma parceria com a marca paulistana Dolce Abbraccio, e tem parte da arrecadação revertida para instituições de caridade. A coleção poderá ser encontrada na loja Petit Pavé, no Kobrasol, já a partir da próxima semana. Carla e Danielle também estão acertando a possível vinda da atriz para Florianópolis.
Ele tem aquele jeito mineirinho de ser, carinhoso e doce. Ronaldo Fraga, nosso grande estilista brasileiro, esteve na Petit Pavê para o lançamento da sua coleção Filhotes. Ele desenhou, brincou e posou com os baixinhos na nossa festa, que teve muito algodão doce, pipoca, magia, desenho e uma super mesa de doces, balinhas….bolachas Maria (as preferidas de Ronaldo!)
Ela tem este jeitinho moleca é está sempre alegre e pronta para brincar. Maria Luiza, é filha da nossa amiga e grande maquiadora Fabiane Arcoverde. No dia do Lançamento da Filhotes por Ronaldo Fraga, Maria Luiza vestia uma jardineira super fofa com estampas de bolacha Maria, também do Ronaldo Fraga. Nós adoramos brincar com Maria Luiza. Ela é pura energia!!!!
Ronaldo e seus filhotes
O estilista mineiro Ronaldo Fraga veio à Florianópolis para o lançamento da coleção verão 2009 da linha infantil ‘para Filhotes’. O coquetel, que aconteceu na loja Petit-Pavet, no Kobrasol, reuniu adultos e crianças em um evento que foi uma verdadeira viagem ao universo infantil. Entrevistamos o estilista mineiro, que falou sobre seu lado criança, da infância difícil em Belo Horizonte e da sua relação com seus filhos. Confira!!
Petit-Pavé - Ronaldo, você ainda se sente uma criança?
Ronaldo Fraga - Eu acho que bobo daquele que acredita que nós só temos a ensinar para as crianças. Nós temos muito que aprender. Aprender em que momento nós deixamos de a inocência de lado, em que momento deixamos o humor de lado, em que momento deixamos aquela magia de pegar uma caixa de papelão e conseguir acreditar que ela é um foguete, conseguir acreditar que ela é um caminhão, conseguir acreditar que ela é um nave espacial e que vai te levar pra longe. É aí onde eu sou o Ronaldo criança, e os meus filhos me oxigenaram nesse sentido, além do meu trabalho e fazer uma linha infantil e tentar tirar o melhor de mim preservando meu lado criança.
Tua mãe deixava você escolher as tuas roupas quando criança?
Bom, eu tive uma infância muito pobre, então lá em casa não tinha nem como escolher, porque a gente dependia de ganhar as roupas. Pequenas ou maiores, sempre tinha que fazer uma reforma, sempre tinha que ajustar. Minha mãe morreu quando eu tinha 7 anos, e o meu pai eu tinha 11, então essa coisa de roupa em casa sempre foi uma coisa muito difícil. Eu torcia pro meu pé não crescer porque eu sabia que eu ia precisar do calçado. O calçado já estava apertado, mas eu sabia que não tinha dinheiro pra comprar. De qualquer forma eu falo que tive uma relação viva com a roupa, porque a cada roupa que a gente ganhava ou a cada roupa que tinha condição de comprar é como se fosse um presente de natal.
Você acha importante a criança escolher as próprias roupas?
Eu acho que tem dois lados. Tem uma coisa que eu adoro, e que às vezes os pais não prestam muita atenção, é a criança acordar naquele dia e olhar pra um lençol vermelho e falar assim: ‘a capa que eu preciso do super-homem está aqui’. E ela vai querer amarrar esse lençol no pescoço e vai ficar o dia inteiro com o lençol e vai querer até dormir com ele. Eu acho isso delicioso. O que eu acho ruim é quando a criança se espelha numa celebridade da novela, ou da televisão, extremamente erotizada, e quer se vestir igual. Se vestir igual a Deborah Secco? Isso não é assim.
Tem alguma peça de roupa que marcou a tua infância?
Eu me lembro de uma Conga toda estampada com nomes de todos os personagens do Walt Disney. Era uma conguinha escrito Margarida, Mickey, Pateta, bem divertida. E eu me lembro que numa festa junina da escola era pedido que os alunos usassem um uniforme com os meninos de conga azul marinho e as meninas de conga vermelha. É claro que eu não tinha grana pra poder comprar uma conga só para a festa junina, então eu era o único com o tênis colorido. Na época sofri bastante, porque eu era a diferença ali, né. Mas vejo que muito dessa diferença eu trouxe pra minha vida adulta.
Qual a história que costura a coleção verão 2009 da linha Filhotes?
Eu procuro manter a liberdade da linha Filhotes. Parte da coleção tem o tema da linha de adultos, que foi o Rio São Francisco, mas também tem o espaço para clássicos, porque as crianças crescem, os pais de hoje querem aquela roupa que tinha a estampa de bolacha maria, o pacotinho de sementes que ele viu há um ano atrás, então eu procuro renovar esses clássicos o tempo inteiro. Essa estampa que eu lanço hoje ela pode vira se tornar um clássico dentro da marca, mas ela vem aplicada de uma forma diferente. Nessa estação por exemplo, a bolacha Maria, que já é um clássico, vem sobre o Príncipe de Gales, sobre o xadrez de príncipe de Gales.
E qual era o teu super-herói favorito?
Na minha infância foi super importante a primeira versão do Sítio do Pica-pau Amarelo. Eu acho que aquilo, inclusive eles relançaram agora, o episódio da época ainda com a Zilka Salaberry, Reny de Oliveira, André Valli como Visconde. Eu comprei para os meus filhos e eles estão encantados. Eles assistem o Sítio da minha época e o Sítio deles eu perguntei: ‘e aí, qual vocês preferem?’. E eles disseram que é claro que é o seu, o seu era muito mais legal. Eu morria de medo de eles acharem melhor a nova edição. Então o Sítio do Pica-pau Amarelo e a obra de Monteiro Lobato foram fundamentais na minha formação. Hoje quem eu amo são Os Incríveis. Eu adoro Os Incríveis.
Na tua coleção tem algumas estampas de bolachas Maria. Elas eram as tuas bolachas prediletas?
Todos nós comíamos. Mas quando eu trouxe ela pra coleção não foi nem porque era a bolacha mais gostosa que eu comia. Ela está ali para significar aquele lugar da memória afetiva que eternamente pra mim vai ser harmonioso, vai ser tranqüilo, vai ser quente e vai ser porto-seguro sempre que eu voltar pra lá.
Quais são as melhores lembranças que você tem da infância?
Teve uma vez que, numa manhã de natal, meu pai foi até o quarto, me acordou e falou assim: ‘vai lá na sala ver se o que Papai Noel trouxe algo pra você’ e eu falei ‘não, eu sei que ele não trouxe nada’. A época era de muita chuva e tinha enchente na rua em que eu morava, então minha casa tava ilhada. Ficava coberta d’água. Eu falei pro meu pai: ‘choveu muito e eu sei que ele não veio’, mas ele insistiu. Quando eu cheguei na sala tinha um velocípede, pra mim e pro meu irmão, vermelho e branco, e meu pai teve o cuidado de enrolar no guidon um pedacinho do algodão, como se fosse a barba do Papai Noel. E eu guardei esse pedacinho de algodão por muitos anos, acreditando, e ainda hoje eu acredito, que foi a barba do Papai Noel.
Você tem dois filhos: Ludovico e Graciliano. Vocês brincam muito juntos?
Bom, em casa nós não temos televisão. Até temos. Temos três aparelhos que não têm TV a cabo. Eu acho que a televisão hoje é extremamente nociva à formação das crianças. E eu moro numa casa, então eles acompanham, me ligam pra falar que o pé de amora tá lotado, as jabuticabas estão maduras, ou que nasceu flor no ipê. Eles brincam muito disso. E é isso que eu acho que é uma infância feliz.